MT tem escolas que não retornaram aulas presenciais por estrutura precária e necessidade de reforma

Algumas obras estão paradas desde 2018 e outras iniciaram na pandemia, mas ainda não foram finalizadas. Depois de mais de 1 ano sem receber alunos, tem escola estadual que não reabriu Após um ano e meio com aulas remotas, algumas escolas da rede estadual ainda não estão preparadas para o retorno do ensino presencial devido à estrutura precária e reformas inacabadas. Algumas obras de melhorias iniciaram durante a pandemia, mas ainda não foram finalizadas. Na Escola Estadual Eliane Digigov Santana, no Bairro Bela Vista, tem resto de obras, entulhos e reforma em andamento. Nela estudam 1.180 alunos do ensino fundamental e ensino médio. Eles não vão retomar as aulas presenciais enquanto a reforma continuar. "Nós não temos nem previsão do término das obras, porque a empresa não é contratada pela escola, ela é contratada pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e não nos repassou o motivo do atraso na entrega da obra", contou o diretor João Antunes da Silva. O prédio da Escola Estadual André Luiz da Silva Reis teve as paredes pintadas para a volta às aulas, mas a tinta não cobriu as ferrugens que já corroeu a estrutura metálica e nem disfarçou grandes rachaduras nas paredes. Esses problemas poderiam ser resolvidos com a promessa da reforma do prédio. Estrutura de escolas é precária TVCA/Reprodução A escola fica no Bairro Consil e atende estudantes de cerca de 9 bairros da região. A escola seria ampliada, com uma cozinha industrial, refeitório e mais quatro salas de aula. Essa obra de ampliação começou em 2018 e até hoje não terminou, a obra está parada há mais de um ano. Com a volta às aulas, estudantes vão ter que fazer as refeições em cadeiras separadas debaixo de tendas instaladas no pátio. O recomeço das obras de reforma e ampliação não têm data definida. Na Escola Estadual Benedito de Carvalho, no bairro CPA 2, muitos problemas impedem a retomada das aulas presenciais. A obra de ampliação parou nas fundações. O local onde seria construído um reservatório d'água virou um buraco cheio de mato. O tapume de metal que deveria ser provisório já está no local há anos porque o muro não foi construído. Em um trecho, o cercado desabou e abriu caminho para os invasores. De acordo com a professora Roseli de Souza, a escola é trancada para evitar a circulação de pessoas desconhecidas no local. "A gente tem que ficar o tempo todo trancado dentro da escola porque ela está totalmente aberta. Então é um entra e sai de pessoas que a gente não conhece e a gente correndo risco na escola", disse. A quadra de esportes já foi condenada por engenheiros e o telhado das salas de aula está cheio de cupins. O secretário estadual de Educação, Alan Porto, disse que o governo está fazendo serviços de manutenção em mais de 300 escolas. "Nós estamos fazendo serviço de manutenção em parte elétrica, cobertura, na parte hidráulica e tem mais de 308 escolas que passaram por essas manutenções. Aqui em Cuiabá tem diversas escolas que estão passando. A equipe gestora já está se organizando, tem muitas escolas que já está nos últimos detalhes, mas terá sim condições de receber os estudantes dentro da sala de aula", contou. Unidades não têm condições de receber alunos TVCA/Reprodução O secretário garantiu também que, na maioria das escolas, as obras não vão causar atraso na retomada que só vai começar mesmo na semana que vem. "Essa semana vai ser uma semana de acolhimento e na próxima já começa o revezamento semanal. Essas escolas que estão passando por manutenção preventiva e corretiva é possível sim retomar porque elas vão se organizando. Essas manutenções são para melhorar o atendimento e a infraestrutura dessas unidades", disse. Em nota a Seduc disse que na escola André Luiz, o projeto vai ser finalizado em setembro e enviado para licitação. Já a manutenção da escola Eliane Digivov também vai ser finalizada em setembro, mas os alunos devem retomar de forma gradativa de acordo com a liberação dos ambientes, segundo a secretaria. Sobre a paralisação das obras na Escola Benedito, a Seduc informou que já tem uma ordem de serviço para a construção do muro e para a manutenção dos outros ambientes e o retorno dos estudantes devem acontecer de forma gradual.

MT tem escolas que não retornaram aulas presenciais por estrutura precária e necessidade de reforma

Algumas obras estão paradas desde 2018 e outras iniciaram na pandemia, mas ainda não foram finalizadas. Depois de mais de 1 ano sem receber alunos, tem escola estadual que não reabriu Após um ano e meio com aulas remotas, algumas escolas da rede estadual ainda não estão preparadas para o retorno do ensino presencial devido à estrutura precária e reformas inacabadas. Algumas obras de melhorias iniciaram durante a pandemia, mas ainda não foram finalizadas. Na Escola Estadual Eliane Digigov Santana, no Bairro Bela Vista, tem resto de obras, entulhos e reforma em andamento. Nela estudam 1.180 alunos do ensino fundamental e ensino médio. Eles não vão retomar as aulas presenciais enquanto a reforma continuar. "Nós não temos nem previsão do término das obras, porque a empresa não é contratada pela escola, ela é contratada pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e não nos repassou o motivo do atraso na entrega da obra", contou o diretor João Antunes da Silva. O prédio da Escola Estadual André Luiz da Silva Reis teve as paredes pintadas para a volta às aulas, mas a tinta não cobriu as ferrugens que já corroeu a estrutura metálica e nem disfarçou grandes rachaduras nas paredes. Esses problemas poderiam ser resolvidos com a promessa da reforma do prédio. Estrutura de escolas é precária TVCA/Reprodução A escola fica no Bairro Consil e atende estudantes de cerca de 9 bairros da região. A escola seria ampliada, com uma cozinha industrial, refeitório e mais quatro salas de aula. Essa obra de ampliação começou em 2018 e até hoje não terminou, a obra está parada há mais de um ano. Com a volta às aulas, estudantes vão ter que fazer as refeições em cadeiras separadas debaixo de tendas instaladas no pátio. O recomeço das obras de reforma e ampliação não têm data definida. Na Escola Estadual Benedito de Carvalho, no bairro CPA 2, muitos problemas impedem a retomada das aulas presenciais. A obra de ampliação parou nas fundações. O local onde seria construído um reservatório d'água virou um buraco cheio de mato. O tapume de metal que deveria ser provisório já está no local há anos porque o muro não foi construído. Em um trecho, o cercado desabou e abriu caminho para os invasores. De acordo com a professora Roseli de Souza, a escola é trancada para evitar a circulação de pessoas desconhecidas no local. "A gente tem que ficar o tempo todo trancado dentro da escola porque ela está totalmente aberta. Então é um entra e sai de pessoas que a gente não conhece e a gente correndo risco na escola", disse. A quadra de esportes já foi condenada por engenheiros e o telhado das salas de aula está cheio de cupins. O secretário estadual de Educação, Alan Porto, disse que o governo está fazendo serviços de manutenção em mais de 300 escolas. "Nós estamos fazendo serviço de manutenção em parte elétrica, cobertura, na parte hidráulica e tem mais de 308 escolas que passaram por essas manutenções. Aqui em Cuiabá tem diversas escolas que estão passando. A equipe gestora já está se organizando, tem muitas escolas que já está nos últimos detalhes, mas terá sim condições de receber os estudantes dentro da sala de aula", contou. Unidades não têm condições de receber alunos TVCA/Reprodução O secretário garantiu também que, na maioria das escolas, as obras não vão causar atraso na retomada que só vai começar mesmo na semana que vem. "Essa semana vai ser uma semana de acolhimento e na próxima já começa o revezamento semanal. Essas escolas que estão passando por manutenção preventiva e corretiva é possível sim retomar porque elas vão se organizando. Essas manutenções são para melhorar o atendimento e a infraestrutura dessas unidades", disse. Em nota a Seduc disse que na escola André Luiz, o projeto vai ser finalizado em setembro e enviado para licitação. Já a manutenção da escola Eliane Digivov também vai ser finalizada em setembro, mas os alunos devem retomar de forma gradativa de acordo com a liberação dos ambientes, segundo a secretaria. Sobre a paralisação das obras na Escola Benedito, a Seduc informou que já tem uma ordem de serviço para a construção do muro e para a manutenção dos outros ambientes e o retorno dos estudantes devem acontecer de forma gradual.