'É insubstituível o papel do professor na sala de aula', diz secretário estadual da educação de SP no 1º de retorno das aulas até 100% presenciais

Rossieli Soares afirmou que será discutido neste mês possível volta às aulas presenciais obrigatória em setembro. Retomada total depende do espaço físico de cada unidade e retorno aos alunos é opcional. VOLTA ÀS AULAS EM SP: Alunos sentam em carteiras separadas na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade de São Paulo, em 2020 Werther Santana/Estadão Conteúdo O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse na manhã desta segunda-feira (2) que o papel dos professores em sala de aula é "insubstituível" para o aprendizado e reforçou a necessidade do retorno presencial dos alunos. "Se o filho não voltar às aulas, ele não vai conseguir recuperar a aprendizagem. É insubstituível o papel da professora, do professor, na sala de aula. A tecnologia pode apoiar, trazer algo a mais, dar suporte pra isso, que é o que a gente está fazendo, mas não dá para substituir nunca o que a gente tem. Por isso, esse retorno é fundamental, é o primeiro passo pra gente recuperar realmente a aprendizagem", afirmou Rossieli. O início das aulas do segundo semestre na cidade de São Paulo ocorre nesta segunda-feira (2) e terá escolas com até 100% dos alunos em regime presencial. Para funcionar com a capacidade máxima, as unidades precisam garantir o distanciamento mínimo de 1 metro entre as carteiras. O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários continua obrigatório. As escolas que não conseguirem respeitar o distanciamento com todos os alunos presentes podem adotar esquema de rodízio para atender presencialmente todos os matriculados. Por enquanto, o retorno não é obrigatório e os pais devem decidir se os filhos voltam às escolas ou continuam com ensino remoto devido à pandemia de coronavírus. No entanto, Rossieli disse que neste mês será discutido um possível retorno obrigatório para o mês de setembro. A definição vai depender das condições de saúde determinadas pelo avanço da Covid-19 no estado e aumento da vacinação. Ainda não há um balanço da quantidade de escolas estaduais que retomam com 100% de ensino presencial nesta segunda. "São mais de 5 mil escolas. A grande maioria das escolas está girando em torno de 70% a 80% dos alunos com interesse de retorno e varia um pouco da condição física [da escola] para manter o espaçamento", afirmou ele. Quanto ao aumento da evasão escolar que deve ocorrer por conta da pandemia, Rossieli disse que os cerca de 20 mil pais contratados para trabalhar nas escolas na retomadas das aulas irão ajudar a buscar ativamente os alunos, já que conhecem a comunidade onde vivem, o que facilita o contato com os familiares. “Nós temos um problema sério de possibilidade de evasão e neste retorno é que a gente vai conseguir enxergar o tamanho do problema, porque a gente dando toda a oportunidade para que o aluno possa recuperar, tem todo um esforço da escola, dos profissionais da educação em manter o vínculo do estudante na atividade a distância. E, agora com o retorno, esse vínculo será maior consolidado para aqueles que voltarem." Escolas estaduais No início de julho, o governador João Doria (PSDB) determinou que escolas públicas e privadas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) poderiam retomar as aulas com até 100% da capacidade a partir desta segunda-feira (2), desde que seja respeitado o mesmo distanciamento de 1 metro entre os estudantes. Desde abril, as escolas do estado estavam abertas para aulas presenciais, mas a presença dos estudantes estava limitada a 35% do total. No ano passado, as escolas chegaram a reabrir, mas com o avanço da pandemia, em março de 2021, as medidas de restrição foram intensificadas, e as instituições de ensino foram orientadas a receber apenas estudantes em situação vulnerável. A Secretaria estadual da Educação afirma que cada escola vai poder avaliar se tem capacidade para retomar as atividades presenciais, obedecendo às normas de distanciamento estabelecidas. O decreto 65.849 do governador João Doria (PSDB) foi publicado no Diário Oficial junto com uma nota técnica do Centro de Contingenciamento do Coronavírus. Na nota, o coordenador do grupo, Paulo Menezes, diz que “permanecer com as escolas abertas e seguras para o desenvolvimento de aulas e atividades presenciais, ainda durante a pandemia de Covid-19, é medida essencial para garantir a aprendizagem e a manutenção da segurança física e mental de crianças e jovens”. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e a região metropolitana

'É insubstituível o papel do professor na sala de aula', diz secretário estadual da educação de SP no 1º de retorno das aulas até 100% presenciais

Rossieli Soares afirmou que será discutido neste mês possível volta às aulas presenciais obrigatória em setembro. Retomada total depende do espaço físico de cada unidade e retorno aos alunos é opcional. VOLTA ÀS AULAS EM SP: Alunos sentam em carteiras separadas na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade de São Paulo, em 2020 Werther Santana/Estadão Conteúdo O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse na manhã desta segunda-feira (2) que o papel dos professores em sala de aula é "insubstituível" para o aprendizado e reforçou a necessidade do retorno presencial dos alunos. "Se o filho não voltar às aulas, ele não vai conseguir recuperar a aprendizagem. É insubstituível o papel da professora, do professor, na sala de aula. A tecnologia pode apoiar, trazer algo a mais, dar suporte pra isso, que é o que a gente está fazendo, mas não dá para substituir nunca o que a gente tem. Por isso, esse retorno é fundamental, é o primeiro passo pra gente recuperar realmente a aprendizagem", afirmou Rossieli. O início das aulas do segundo semestre na cidade de São Paulo ocorre nesta segunda-feira (2) e terá escolas com até 100% dos alunos em regime presencial. Para funcionar com a capacidade máxima, as unidades precisam garantir o distanciamento mínimo de 1 metro entre as carteiras. O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários continua obrigatório. As escolas que não conseguirem respeitar o distanciamento com todos os alunos presentes podem adotar esquema de rodízio para atender presencialmente todos os matriculados. Por enquanto, o retorno não é obrigatório e os pais devem decidir se os filhos voltam às escolas ou continuam com ensino remoto devido à pandemia de coronavírus. No entanto, Rossieli disse que neste mês será discutido um possível retorno obrigatório para o mês de setembro. A definição vai depender das condições de saúde determinadas pelo avanço da Covid-19 no estado e aumento da vacinação. Ainda não há um balanço da quantidade de escolas estaduais que retomam com 100% de ensino presencial nesta segunda. "São mais de 5 mil escolas. A grande maioria das escolas está girando em torno de 70% a 80% dos alunos com interesse de retorno e varia um pouco da condição física [da escola] para manter o espaçamento", afirmou ele. Quanto ao aumento da evasão escolar que deve ocorrer por conta da pandemia, Rossieli disse que os cerca de 20 mil pais contratados para trabalhar nas escolas na retomadas das aulas irão ajudar a buscar ativamente os alunos, já que conhecem a comunidade onde vivem, o que facilita o contato com os familiares. “Nós temos um problema sério de possibilidade de evasão e neste retorno é que a gente vai conseguir enxergar o tamanho do problema, porque a gente dando toda a oportunidade para que o aluno possa recuperar, tem todo um esforço da escola, dos profissionais da educação em manter o vínculo do estudante na atividade a distância. E, agora com o retorno, esse vínculo será maior consolidado para aqueles que voltarem." Escolas estaduais No início de julho, o governador João Doria (PSDB) determinou que escolas públicas e privadas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) poderiam retomar as aulas com até 100% da capacidade a partir desta segunda-feira (2), desde que seja respeitado o mesmo distanciamento de 1 metro entre os estudantes. Desde abril, as escolas do estado estavam abertas para aulas presenciais, mas a presença dos estudantes estava limitada a 35% do total. No ano passado, as escolas chegaram a reabrir, mas com o avanço da pandemia, em março de 2021, as medidas de restrição foram intensificadas, e as instituições de ensino foram orientadas a receber apenas estudantes em situação vulnerável. A Secretaria estadual da Educação afirma que cada escola vai poder avaliar se tem capacidade para retomar as atividades presenciais, obedecendo às normas de distanciamento estabelecidas. O decreto 65.849 do governador João Doria (PSDB) foi publicado no Diário Oficial junto com uma nota técnica do Centro de Contingenciamento do Coronavírus. Na nota, o coordenador do grupo, Paulo Menezes, diz que “permanecer com as escolas abertas e seguras para o desenvolvimento de aulas e atividades presenciais, ainda durante a pandemia de Covid-19, é medida essencial para garantir a aprendizagem e a manutenção da segurança física e mental de crianças e jovens”. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e a região metropolitana